Tuesday, May 15, 2007

Assim se escreve de Amor


Percebo na noite que o silencio brinda a tua chegada
Vens na solidão das estrelas, que te cobrem na luz de uma aurora celeste
Vens pelas caminhos desenhados por homens de fé
Vens com um sorriso pintado nesses teus lábios em que o mel se derrete pela manhã
Vens vestida com as cores da madrugada, esse arco-íris de leito sedoso
Aqui te espero, sentado nesta esquina do rio
Aqui te espero, no sossego dos pensamentos, perdido por entre sonhos
Aqui te espero, na leveza do tempo, limpo de saudades
Aqui te espero, no vazio do lugar, ausente pela tua impresença.
Vejo-te mais bela que os dias que ansiei
Vejo-te mais bela que o sol que me aqueceu na espera do teu encontro
Vejo-te mais bela que a retina dos meus olhos consegue alcançar.
És bela e eu um faminto de tua beleza.
Sou um simples caminhante, um navegador desta caravela tua que poderosa rasgas os mares do sul ao norte, dominando quais monstros de contos e coutadas.
Sou um pequeno poeta que soletra todos os cantos que tua boca respira.
Sou um pequeno cantor que entoa todas as pautas do teu longo coração.
Sou um pequeno trovador que lança ao vento todas as letras de amor que por ti se enamora.
Vem e deixa-me amar-te nos meus braços, assim deitados nestes campos de paixão.

1 comment:

Filoxera said...

Num caso como este, talvez o melhor não seja esperar mas ir ao encontro dela. De braços abertos.
Beijos.